Parque Central e Sul 

Arquitetura e Paisagismo   Bruno Oliveira, Rafael Miúra e Luma Mota

Local Águas Claras - DF

Área 225.280m²

Projeto 2017

Tipo Concurso de Projetos

Uma nova paisagem para a cidade
 

Um parque emerge em Águas Claras, o terreno irregular pouco plano, ora inclinado, apresenta muitos desníveis e uma linha férrea do metrô que segrega o sítio. São blocos de quarteirão, uma grande massa urbana cortadas por ruas e avenidas, com grande potencial, almejando ser integrada ao contexto mas carente de infraestrutura, atrativos, acessibilidade e paisagismo.

 

Criar uma nova paisagem para a cidade. Cenários para diferentes ações. Apostamos em elementos escultóricos que estimulem a criatividade de cada indivíduo. Um parque sem grades. Liberto, livre. Transformar a energia do lugar, toda sua carga vinda do contexto urbano para um novo universo, leve e agradável, sem negar a existência do Urbe.

 

Conectividade e continuidade. Um elemento arquitetônico unificador que cria ambientes ricamente convidativos para os verbos: estar, permanecer, jogar, exercitar, contemplar, brincar, correr, plantar, comprar, colher, andar, correr, encontrar...


O local se destina a um parque público e por sua própria etimologia e função buscou-se em um espaço amplo, fundamentados em sustentabilidade, através de equipamentos urbanos, locais de convivência, quadras de esportes, lazer e principalmente uma paisagem que pudesse propiciar integração e convívio.

 

As características do terreno com seus declives, aclives, sua topografia formam espaços interessantes a construção dos cenários. Suas propriedades convidam para um percurso marcante, com elementos arquitetônicos de característica elegante e escultural, abrigando espaços esportivos generosos e particulares, amalgamado a um paisagismo representativo do cerrado, com reaproveitamento de espécies. Seguindo esse mesmo norte, uma das diretrizes do projeto foi surpreender as pessoas que por ali passam e instigar sua curiosidade para o observar, adentrar e permanecer no espaço seja de carro, a pé, bicicleta de metrô ou qualquer outro meio de locomoção.

 

As particularidades morfológicas do terreno permitiram a contenção de água em fontes e pequenos lagos, criando assim uma atmosfera visual, sonora e táctil que convidam os sentidos.